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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Que dores tão boas no corpo!

Dores. O corpo triturado. Dormir sem me mexer. Assim me deitei. Assim acordei.
Dores daquelas dores boas. Irónico! Existem dores boas? Como é possível ter saudades de sentir o corpo assim, dorido? Respostas tão simples. Feitas de sim. Feitas de mim e por mim.
As minhas aulas voltaram. E eu estou a tentar voltar com elas. A resistência que se perdeu. Os movimentos esquecidos. Recomeçar.
Transpirei. Suei. Os joelhos tremiam. Mas não desisti. A cada minuto superar-me.
Se as minhas colegas fazem melhor ou não, são elas. Eu sou eu. Com as minhas limitações. Faço o que o meu corpo deixa. Aos poucos levo-o ao limite. E nesses intervalos supero-me. E é isso que interessa. A competição comigo mesma. O não desistir. O contínuo tentar.
O corpo, hoje, dói. E não é pouco. Mas a alma, essa minha alma dança de alegria. Transpirei e deixei nessa transpiração o peso que me pesa os ombros. O corpo dói mas a alma sente-se leve como aquele vento que nos faz cócegas matinais.
Sentia saudades destas dores. Sentia saudades deste transpirar o corpo.
Sentia saudades disto que me faz feliz.
 
Imagem : Internet

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