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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Raízes

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Descobrir as minhas raízes é um processo lento e que se entranha em mim qual raíz de uma árvore. É preciso tempo para escavar aquilo que fui, aquilo que trago para o que vim ser neste agora.
As raízes são muito mais que os pais que se ofereceram para me dar a vida. Compreender porque assinamos este acordo de evolução é tão difícil porque temos uma tendência inata de os culpar pelas sombras da vida, por todos os momentos difíceis e de tanta dor que vivemos. É ao viajar nestas nossas raízes que percebemos que tudo o que vivemos tinha de ser vivido pois faz parte do nosso processo de aprendizagem. Choramos porque não era isto que queríamos. Mas a descoberta de quem somos, faz-nos entender que era isto que precisávamos. Um retorno às raízes é talvez o maior auto perdão que fazemos a nós mesmos. Porque perdoar os outros por toda a dor infligida é perdoar-nos desta decisão que trouxemos quando encarnamos neste corpo físico.
E assim também perdoar tanto da nossa linhagem ancestral da qual viemos repetir padrões. E limpar tanta dor e tanto karma que ficou espalhado nessa nossa ancestralidade. Para quem vier depois de mim, não precisar de repetir novamente padrões tóxicos. Conectar-nos com as raízes é uma conexão com a nossa essência. É ouvir a nossa voz e as vozes de todas as mulheres da nossa linhagem. É ouvir todos os companheiros de alma que encontramos.
Agarrar a nossa raíz que nasce na bola de luz no centro da terra é percebermos que por muito espiritual que queiramos ser, é na Terra que estamos. É aqui que está tanta da nossa luz que precisamos de resgatar. Porque a luz somos nós.
Gosto de me sentar à beira das raízes das árvores. São fortes e sólidas como as nossas deviam ser. Estão em comunhão com a natureza como nós devíamos estar porque a natureza é a abundância da nossa vida.
Um dia tive tanta vergonha das minhas raízes. Como podia eu ter escolhido trazer determinadas situações? Ou que mal teria eu feito para viver em algo tão disfuncional?
Hoje sei que tudo faz parte do meu propósito de alma, do meu caminho. E compreendi isso porque um dia decidi regressar às minhas raízes, à casa de quem hoje sou. E a resposta estava lá.