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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Regar o amor

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Tornaste as minhas lágrimas de tristeza em fonte que me faz pulsar quem sou. Não esqueço o tanto que já chorei noutros tempos idos. No quanto a solidão me doía o corpo. No tanto que isso me tornava doente. Lágrimas que me fechavam os olhos para como a vida nos pode ser bonita. Como eu era tronco despido de afecto por mim. Como eu própria me feria a mim mesma. Esperava amor sem me amar. Nesses tempos esta fotografia não seria eternizada nos meus momentos. Não veria a simplicidade da beleza. Não estaria grata pela magia dos singelos instantes. Do presente que é estar no agora.
Tirei esta foto contigo no meu pensamento. Distantes. Sem lágrimas. Porque esta água são salpicos de amor. Aquele amor que me obrigaste a sentir por mim. A enfrentar a sombra dos meus demónios para no caminho aprender a olhar os arco-íris de luz.
Precisava de ver os dias bonitos aos meus olhos para poder achar-te o mais bonito de todos com as tuas rugas e cabelos brancos. Se não treinasse o meu olhar para o belo, a cada dia não te sentiria mais e mais bonito. De rosto elegante e alma perfeita nas imperfeições que te tornam quem és. Aquele que me empurra nos sonhos e me impede de desistir.
Às vezes emocionas-me os sentidos do meu coração. Uma gota de lágrima espreita-me o rosto. Mas não são lágrimas de dor. És tu que me estás a regar a alma de amor.

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