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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Sábado....

Sábado à noite. O sofá no descanso da semana de dias que nos desmotivam. O ficar aqui neste sofá a absorver o dia de aprendizagem que o sábado foi. Mas o sossego não me chega à alma. O filme de natal na televisão que não me concentra.
Os joelhos ainda bamboleiam. O estômago fechou-se. A garganta enrolou-se. Quando te vi ali. Inesperadamente.
Olhei-te e os meus olhos acharam-te uma alucinação minha. Qual a novidade de já me teres enlouquecido o coração?
Voltei a olhar. Os teus gestos. Parecias mesmo tu. E mais ninguém tem isso que tens em ti.
Olhei olhos nos olhos do universo à procura de um sentido para aquele cruzar de caminho. No hoje em que fui aprender um pouco mais de quem sou. Quando pensei em ti e no tanto que o nosso reencontro de almas me ensina.
Não sei o que disse ao universo. Acho que só lhe disse "é mesmo ele...hoje?". E eras mesmo tu. Deixei de pensar em porquês. Quis somente sentir. Porque permitir-me sentir é permitir viver-me.
Talvez o universo me tenha dito nesse teu rosto para aceitar este sentimento. Aceitar que era assim que tinha de ser este reencontro nosso. Aceitar que fazes parte de quem sou. O meu crescer. Descobrir a minha essência. Mesmo que seja no nosso silêncio. No amor que guardo nos teus olhos.
Aqui neste sofá de sábado penso em ti. Aceito que penso tanto em ti. És o meu pensamento mais bonito. No que gosto mais de pensar. Deixo-te ficar nas minhas emoções. Porque foi isso que hoje o universo me disse. Para te deixar ficar em mim enquanto precisarmos de ficar um no outro.

Imagem : Internet

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