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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Tempo de ir

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Talvez seja este o momento de ir de ti. Talvez tenha chegado a altura em que as nossas almas caminham em trilhos diferentes. Mas haverão sempre de reencontrar-se ainda por aqui ou no que vier depois deste agora.
Talvez o teu silêncio já não seja voz em mim. Talvez este mutismo me enerve. E não compreenda a ausência de uma palavra cordial.
Talvez já me tenhas ensinado tudo aquilo que precisava de aprender de ti. Abriste o meu coração para a vida. Limpaste os meus olhos das poeiras que me deixavam cega. Limaste as minhas barreiras de ferro para não me espetarem. Aquele arame farpado soltou-se de mim para deixar entrar o amor em mim. O meu amor por mim pode finalmente viver dentro de mim.
Talvez já nada de ti faça sentido. Também é verdade, nunca fez. Mas deixei fluir o que sentia como o universo me pedia para fazer. Para respeitar os meus sentimentos. Não me enganar a mim mesma. Passei a conversar comigo como nunca o tinha feito. A compreender-me.
Cresci tanto contigo. Enfrentei as minhas feridas mais profundas. Sangrei muito. Trouxe a minha essência para o meu ventre sagrado.
Deste-me a mão nos sonhos para me trazeres de volta a casa. Regressei à casa que sou. Por isso o teu nome estará sempre num lugar muito especial na minha alma.
E nunca, mas nunca serás esquecido. Mas agora é tempo de ir. De continuar a estrada do meu propósito de vida. Sem ti e os teus olhos.
Não, não é uma despedida. Sei que ainda te irei escrever muitas mais vezes. E o amanhã é uma surpresa. Mas por agora, é um até já, meus olhos mel-outono que ensinaram o amor.
Vou continuar esse amor por aí.
 
Imagem : Internet

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