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O sopro mágico das palavras

O sopro mágico das palavras

Uma estranha laranja no dia 38 de confinamento

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Ao dia 38 de confinamento, de mais um domingo sem passeios, quando pensamos que o terror pode estar a tomar conta da nossa mente quando estamos na frutaria e vemos algo peculiar como uma laranja sanguínea. Tirar e voltar a pôr óculos, porque agora as lentes de contacto também estão confinadas à espera de tempos soltos. Ler e reler. Afinal diz mesmo que é laranja sanguínea. Um nome que a sua leitura nos remete para algo tão denso como sangue.
Incentivada por uma forte curiosidade, pus algumas dessas laranjas enigmáticas no saco. A sobremesa do almoço estava definida.
Almoçar na expetativa da descoberta que iria fazer de seguida.
Num ritual, colocar a laranja no prato, cortá-la ao meio, observar as suas cores. Pesquisar mais sobre esta laranja tão enigmática. Saber, conhecer o que estava no prato à minha frente.
Saborear a medo, sem saber que travo iria encontrar, se doce, amargo ou misto de desconhecido. Explorar sabores que me entravam nas veias.
Os pigmentos a vermelho fizeram-me lembrar o amor. Como o amor pode salpicar tudo de beleza, até mesmo uma fruta com um nome estranho.
Uma laranja de cores vibrantes que nos fascinam os olhos. Como o nosso olhar deve estar sempre atento nos pormenores. Para brilhar.
Às vezes temos de arriscar sem medos. Explorar o misterioso.
Nunca sabemos se podemos encontrar o sabor ou a cor do amor em algo tão estranho.

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